Criadouro Cantando e Encantando - Canto Paracambi

Boa noite! Seja bem vindo. Sexta-feira, 24 de novembro de 2017.
Criadouro Cantando e Encantando - Canto Paracambi
 


 Curió - Oryzoborus angolensis

O que já li, vivenciei e escutei.


   O Curió (Oryzoborus angolensis) é originário da América do Sul e América Central. Pode ser encontrado em quase todo território nacional, indo do Estado de Pernambuco ao Rio Grande do Sul e passando pelos Estados da região Centro-Oeste. Seu canto, para muitos, é similar ao som de um violino e apresenta características diferentes para cada região do Brasil. Como exemplo de cantos, temos “Tiriba” ou “Timbira” (Maranhão), “Praia Grande” (São Paulo), “Florianópolis” e “Catarina” (Santa Catarina), “Paracambi” (Rio de Janeiro e Minas Gerais), “Vovô-viu” (Paraíba), “Vivi-te-téu” (Pernambuco), entre outros.

   O nome Curió na língua tupi-guarani significa "Amigo do Homem", pois este pássaro gostava de viver perto da aldeia dos índios. Este pássaro mede aproximadamente 13 cm e possui bico de cor preta, bem robusto, curto e forte. Os machos possuem uma coloração preta com o ventre castanho-avermelhado. Já as fêmeas são amarronzadas com o ventre pardo. É um pássaro irrequieto que vive a pular de um poleiro para outro.

   Atualmente, o Curió (ou Avinhado), assim como muitos outros pássaros brasileiros, estão ameaçados de extinção, em decorrência das caças gananciosas e predatórias. A destruição de seus ambientes naturais, através dos desmatamentos desenfreados, da poluição de rios e lagos, e da ação dos agrotóxicos nas plantações, também contribuem para o desaparecimento do Curió.

   Esforços têm sido feitos, entre os criadores, para que as espécies de pássaros canoros nativos brasileiros não desapareçam. Além disso, existe a legislação que proíbe a captura e o transporte destes animais em estado selvagem, sendo caracterizado como crime inafiançável. Somente exemplares oriundos de criadouros autorizados pelo IBAMA podem ser adquiridos. (Ver em www.ibama.gov.br)

   Nós, admiradores do Curió, temos que protegê-los de todas essas ameaças para evitarmos a sua extinção. Temos que “lutar” por isso. Acreditamos que as duas melhores formas de garantirmos a sobrevivência das aves são:

  1. A conservação do estado silvestre das aves e a biodiversidade nos Parques Nacionais e áreas ainda intocadas;
  2. A criação em larga escala no ambiente doméstico.

   As espécies estarão preservadas, na medida em que o homem passar a admirá-las, como é o caso do Curió. Mas, o maior trunfo é, sem dúvida, a seleção genética na obtenção de linhagens de alto nível. Ela é a garantia de que não haja mais interesse por exemplares silvestres, de qualidade inferior nos aspectos da capacidade de repetição, da beleza física e de canto duvidoso.

Reprodução

   Os Curiós já estão prontos para a reprodução após um ano de idade. O período de acasalamento inicia-se no final do inverno e dura até o término do verão.

   As técnicas estão se aprimorando e, a partir dos anos 80, os procedimentos científicos de manejo estão sendo repassados e dominados por grande parte de passarinheiros. O gaiolão é o ambiente mais utilizado pelos criadores para exercerem o processo de reprodução, pois, assim, se poderá manipular as aves, controlar a temperatura, a ventilação e umidade do criadouro com mais eficiência.

   Macho e fêmea não devem viver juntos. Primeiro, por terem um acentuado instinto territorialista, podendo ocorrer brigas sérias. Depois, mesmo que não briguem, perdem o interesse mútuo e não acasalam. Eles só devem ficar na mesma gaiola na época de reprodução e, mesmo assim, apenas pelo tempo que durar a cópula. Mesmo na fase reprodutiva não basta juntar o casal; eles precisam namorar. Mas, há um detalhe: não podem se ver, só se ouvir.

   Há vários sinais que indicam ter chegado o momento do acasalamento: a fêmea vai ao ninho constantemente, se move muito, carrega ciscos de sisal ou raiz (a colocação de feixes de pedaços de sisal ou raiz na gaiola estimula a fêmea a preparar o ninho) e aumenta o consumo de água. Quando a fêmea começa a abaixar quando vê o macho (solicitar a cópula), deve-se abrir o passador lateral existente nas gaiolas para o macho entrar na gaiola da fêmea. Assim que for realizada a cópula, o macho deve ser cuidadosamente induzido a retornar a sua própria gaiola e novamente deve ser colocada a barreira visual. Duas cópulas são suficientes para fertilizar todos os ovos de uma postura.

   A média de ovos é de dois por postura e a eclosão ocorre cerca de 13 dias após a postura. Passados 13 dias do nascimento, os filhotes já estão prontos para sair do ninho e com 33 ou 35 dias já podem ser afastados da mãe (sempre verifique se o filhote está se alimentando e bebendo antes da separação). Os ninhos mais recomendados são do tipo taça, feitos de bucha vegetal, com 5,5cm de diâmetro e 3,5cm de profundidade. O material para confecção do ninho, como a raiz do capim “rabo de macaco” e a própria bucha, devem ser deixados à disposição da fêmea durante o período de reprodução.

   Há inúmeros modelos dessas gaiolas ou gaiolões. A preferência deve ser dada às fabricadas totalmente com arame, pois é a mais higiênica e de mais fácil controle de doenças. Quando for desinfetar uma gaiola de arame puro, basta submetê-la a um calor de 120 graus centígrados por alguns minutos ou imergi-la em uma solução com os melhores desinfetantes.

   O tamanho ideal da gaiola é de 50 cm x 28cm x 36cm, podendo haver variações conforme a disponibilidade de espaço. É obrigatório que haja uma divisória no centro, para o caso em que se deseje isolar o casal ou os filhotes. É fundamental a utilização de uma capa protetora que irá isolar cada gaiola, evitando a contaminação entre elas. Além disso, a capa acomoda a fêmea, mantendo o ponto de fuga, ajudando na eliminação do estresse; criando um nicho para ela.

   A utilização do gaiolão favorece o sistema que adota a fêmea chocando e tratando dos filhotes sozinha. Um macho pode ser acasalado com 5 a 10 fêmeas, mas, ele só será colocado na hora da cópula, quando a fêmea estiver receptiva e “abaixando”.

Manutenção

   As Gaiolas para os Curiós devem ter no mínimo 45 cm de comprimento, 48 cm de altura e 22 cm de largura. Devem conter, pelo menos, um comedouro e um bebedouro de fácil remoção para a limpeza. Os Curiós gostam de tomar banho, sendo assim, o uso de uma banheira plástica, pela manhã, se faz necessário. A limpeza regular é outro fator importante para a saúde destes pássaros. O banho de sol é fundamental, principalmente durante o começo da manhã e no final da tarde. Mantenha a gaiola em um local seguro e abrigado de correntes de vento.

  Rio de Janeiro - Brasil © Set/2007 by Sérgio Loureiro

 

 
Criadouro Cantando e Encantando - Canto Paracambi
 
 
 
 
 
Seu Parceiro Na Criação
 
Sexagem em Aves
 
Anilhas CAPRI
 
COBRAP
 
FEEPAERJ
 
Cria Plus.Net
Cantando e Encantando - Canto Paracambi | Rio de Janeiro - Brasil © Set/2007 by Sérgio Loureiro | Atualização Set/2012 by ML Family| Todos os Direitos Reservados.