Bouba

     A bouba, também conhecida como varíola aviária, pipoca ou bexiga, é bastante comum nos Fringilídeos (família de aves passeriformes, de bico curto e cônico e de narinas ocultas) , e especialmente nos canários. Raramente se apresenta entre bicudos e curiós.

Sintomas :
     A bouba quase sempre surge nas partes nuas, isto é, nas pernas, dedos, região em volta dos olhos e base do bico, em forma de pipocas amareladas, tornando-se, às vezes, bolas enormes, duras e amarronzadas pela formação de uma crosta.
     Na chamada forma diftérica (doença caracterizada pela formação de falsas membranas nas mucosas da garganta), o vírus provoca o aparecimento de pequenas placas como se fossem membranas, branco-amareladas na boca, na garganta e nas vias respiratórias, causando graves problemas respiratórios. Em se tentar tirar essas pseudomembranas, pode haver sangramento. A bouba pode atingir outros órgãos internos, sendo então muito mais grave.
     A bouba pode se apresentar em forma branda, facilmente curável. Nesses casos, desaparece logo e a ave cria imunidade. Em sua forma aguda, as possibilidades de cura são bem menores.
     Lembramos que, em avitaminose A, além de problemas de empenamento, a ave pode apresentar pseudomembranas, em forma de pontos em vez de placas.

Causas:
     Além de ser uma doença infecciosa, é ao mesmo tempo contagiosa, passando a todos os pássaros do criadouro.
     Os pássaros podem ser contaminados por intermédio dos alimentos, da água, das gaiolas ou viveiros, pelo simples contato direto das aves doentes, pelas moscas e mosquitos que através da picada o vírus chega a várias partes de corpo do animal.

Tratamento :
     A forma cutânea pode ser tratada com tintura de iodo ou mercurocromo , em uma solução alcoólica a 3%. Em caso de pseudomembranas, alguns criadores costumam pingar uma gota dessa solução na boca da ave.
     O cloranfenicol , em alguns casos, mostra-se bastante eficiente.
     Podemos também usar para o tratamento preventivo ou curativo da bouba o Thuya Avícola Simões , que no tratamento curativo, tocar as lesões com algodão embebido em Thuya Avícola Simões duas vezes ao dia, e adicionar uma colher de sopa do mesmo medicamento em um litro de água colocando nos bebedouros durante duas semanas. Como medicação preventiva, usar a metade da dose já citada e fechar as portas e janelas do criadouro com tela fina para impedir o acesso de moscas e mosquitos.
     Qualquer instrumento ou material usado para tratamento deve ser descartado ou imediatamente esterilizado, sendo importante também a perfeita assepsia das mãos e a desinfecção das gaiolas, viveiros e acessórios.
           Fonte: Animais de Estimação – Pássaros – JBIG
                         O Criador de Bicudos e Curiós – Fernando F. M. Andrade
                         Como Cuidar dos Passarinhos – Paulo Eduardo M. Hobaica

 

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