Salmonelose, Paratifo

     Moléstia comum nas aves, causada por várias bactérias do gênero Salmonella . A mais conhecida é a Salmonella typhimurium , altamente contagiosa e de extrema gravidade.

Sintomas :
     Os sintomas variam com a gravidade da doença, dependendo do tipo de salmonela e da idade do pássaro. Nos filhotes a evolução é muito rápida (2 a 4 dias) e apresenta um alto índice de mortalidade.
     Além de fraqueza e mau desenvolvimento, os filhotes apresentam fezes bem liquidas (o ninho fica molhado, o que pode ser uma das causas do chamado “suor das fêmeas”). Aves doentes apresentam penas arrepiadas, falta-lhe vivacidade, fica a dormir, asas caídas, perda de apetite, fraqueza, sede e rápida perda de peso. Bastante característico é a ocorrência da chamada diarréia branca, que adere às penas da cloaca, tampando toda essa região. Nas fezes costumam aparecer estrias de sangue. Alguns pássaros apresentam também a respiração acelerada e ventre inchado. A doença é fatal, na maioria dos casos.
     Muitos pássaros são portadores de salmonela e não apresentam sinais da doença. Um indício da doença, nesses casos, é a alta taxa de mortandade de filhotes no ovo ou nos primeiros dias de vida.

Causas:
     A salmonela é transmitida pela água de beber, pelos alimentos (verduras contaminadas por águas fecais) e pelas fezes (que contaminam o ninho). O ovo não cozido corretamente também pode ser uma fonte.

Tratamento :
     Os melhores resultados são conseguidos com furazolidone ou cloranfenicol . A tetraciclina , a neomicina e certas sulfanamidas dão bons resultados, dependendo da Salmonela. É conveniente combinar duas ou mais dessas drogas. Os filhotes em geral são atacados pela espécie S. pullorum , e a doença recebe então o nome de pulorose . Todavia os sintomas são semelhantes e o tratamento é o mesmo.
      Alopático (os medicamentos básicos são):
                Averol ,
                Sulfas (Neo-sulmetina - sulfaquinoxalina),
                Terramicina e
                Sulfoscal-pen-azul
     Os pássaros que conseguem ser curados, ficam portadores de germes e não devem ser usados na reprodução.
            Fonte: Como Criar Curiós e Bicudos com Sucesso – José Mitidieri
                         Animais de Estimação – Pássaros – JBIG
                         O Criador de Bicudos e Curiós – Fernando F. M. Andrade

 

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